Aborto

Para os perdidos

Você sabia que uma em cada cinco mulheres de até 40 anos já fez aborto no Brasil? E que a cada dois dias uma mulher morre vítima de um aborto inseguro no país? Esses são alguns dados que mostram a importância de se falar sobre a interrupção da gravidez.

O aborto é proibido pelo Código Penal Brasileiro de 1940, em vigor até hoje, exceto nos casos de gravidez resultante de estupro, risco de morte da mãe e anencefalia do feto. Mas, como mostram os números no começo deste texto, ele é uma realidade, e acontece com frequência.

O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza cerca de 250 mil internações ao ano e R$ 142 milhões são gastos por causa de complicações pós-aborto. Trata-se de um problema de saúde pública que precisa ser discutido com urgência.

Essa, porém, não é uma questão só do Brasil. O tema é polêmico e não encontra um consenso, na maior parte das sociedades, mesmo naquelas mais liberais. É o que se nomeia como “desacordo moral”. Isso significa que os dois lados (pró e contra o aborto) têm razões moralmente fundadas.

Por tocar em questões éticas, morais e religiosas, o aborto, ainda hoje, é assunto que provoca intolerância e radicalismos.

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