Guerra do Paraguai

Para os perdidos

Existem duas versões principais sobre as motivações da guerra. A primeira acredita que a Guerra do Paraguai (1864-1870) foi gerada pelo intervencionismo brasileiro no Uruguai, pela busca pelo expansionismo imperialista Paraguaio e por conflitos pela garantia de uma saída ao mar. E, por um bom tempo, se afirmou que a Tríplice Aliança ((Brasil, Argentina e Uruguai) havia libertado o povo paraguaio do então presidente vitalício do Paraguai, o tirano Francisco Solano López. Já no século XX alguns historiadores inverteram essa interpretação e passam a afirmar que Solano López lutava contra o imperialismo britânico e brasileiro. Essa visão acredita, portanto, que Brasil foi uma marionete da Inglaterra para destruir o Paraguai.

Mas o que é inegável é que esta foi uma guerra extremamente sangrenta e cruel. Estima-se que durante os cinco anos de combate, mais de 50 mil (dos 139 mil que foram para a guerra) brasileiros perderam a vida, e a população masculina do Paraguai foi praticamente dizimada. Para alguns historiadores, o Paraguai não sofreu apenas uma derrota militar, mas sim um genocídio. O conflito armado teve fim simbólico há 150 anos, em 1º de março de 1870, quando se deu a morte do então presidente paraguaio, Francisco Solano López, pelas tropas brasileiras.

Além de ter aproximadamente 300 mil civis e militares motos, o país ainda foi ocupado por quase 10 anos, teve que pagar indenização de guerra e perdeu cerca de 40% de seu território para o Brasil e a Argentina. Após a derrota, e o desastre demográfico que sofreu, o Paraguai tornou-se um dos países mais atrasados da América do Sul e sente até hoje os traumas do conflito do século XIX. O Brasil também terminou a guerra endividado, depois de gastar mais que a receita e solicitar empréstimos aos ingleses.

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