Lixões

Para os perdidos

O descarte adequado de lixo é um dos principais desafios enfrentados pelas cidades de todo o mundo. As sete bilhões de pessoas que habitam o planeta produzem 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos por dia. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), nas últimas três décadas, a produção de lixo cresceu três vezes mais rápida que o número de habitantes.

No Brasil, o problema do lixo também é preocupante. Para tentar minimizar a questão, em 2010, o governo instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que estabeleceu o fim dos lixões a céu aberto em quatro anos. Uma das vitórias foi o fechamento do Lixão da Estrutural, em Brasília (DF), considerado o maior aterro da América Latina, com 200 hectares de área, e que estava ativo desde 1950. Mas, apesar do prazo já ter expirado em 2014, o Brasil ainda tem mais de três mil lixões e só cerca de 900 aterros sanitários, sendo 65% deles com gestão privada. Diante dessa situação, o governo postergou a implantação da lei e pretende estender até 2021 o prazo para a erradicação dos lixões.

Os lixões são altamente nocivos ao meio ambiente. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana, os lixões brasileiros emitem 6 milhões de toneladas de gás de efeito estufa ao ano. Além disso, a decomposição da matéria orgânica gera o caldo chorume, que se infiltra no solo e contamina o lençol freático, poluindo a água, a flora e a fauna.

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