Representatividade

Para os perdidos

A busca por representatividade é uma luta em comum das minorias sociais, como os negros, indígenas, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Mas se engana quem pensa que elas são minorias em quantidade, elas são minoria em representação! Elas não estão adequadamente representadas no espaço público, como nos cargos de liderança, na política, no cinema, no jornalismo, nas novelas e na publicidade.

E esta luta é não só por igualdade de oportunidades e espaço, mas também por reconhecimento e reparação de discriminações históricas.

Muito da constituição da identidade das pessoas passa pelas narrativas que escutamos ao longo da vida e pelo que vemos acontecer ao nosso redor. Se, por muito tempo, só ouvimos histórias onde um mesmo tipo de pessoa domina a narrativa, um único padrão estético é considerado bonito, apenas certos tipos de comportamento são adequados, todos os outros acabam excluídos ou discriminados.

Ou seja, representatividade também se refere às maneiras com que a mídia (produções literárias, cinematográficas, televisivas e até jornalísticas) retrata certos grupos, experiências, ideias e tópicos de maneira rotulada e estereotipada.

É difícil para uma pessoa branca, principalmente um homem, entender a questão de representatividade, uma vez que ela sempre esteve nos papéis de destaque na sociedade, seja na vida real ou ficção.

Por isso, o papel de Chadwick Boseman, em “Pantera Negra”, é tão importante para os negros, principalmente para os jovens. Pela primeira vez eles tiveram um herói, um rei, no qual eles podem se espelhar.

Por isso precisamos de mais mulheres na política, de mais pessoas trans nas novelas e de diferentes tipos de corpos nas propagandas. Assim, com a diversidade normalizada, conseguimos construir um país mais democrático e plural.

Nosso propósito é conectar as pessoas à informação de qualidade, para que elas tomem as melhores decisões para si e para o mundo.

Copyright © 2020 | Newspass