Síria

Para os perdidos

Desde 1963, após um golpe de estado, a Síria é governada pelo Partido Baath, que se mantém como única autoridade no país pelo unipartidarismo.

O clã al-Assad está no poder desde 1970, quando Hafez al-Assad se tornou presidente. O ditador liderou o país por 30 anos, período no qual proibiu a criação de partidos de oposição e a participação de qualquer candidato de oposição em uma eleição. Em 2000 foi sucedido pelo seu filho Bashar al-Assad.

Inicialmente, o país viveu a “Primavera de Damasco”, época na qual intelectuais podiam discutir, de forma relativamente aberta, sobre democracia e cidadania.

Logo o novo presidente deixou claro que seu governo também seria baseado no princípio do medo e terror.

A guerra civil na Síria começou em 2011, como um desdobramento dos protestos da Primavera Árabe. Na ocasião, populações de países no Oriente Médio e do norte da África se levantaram contra seus governos.

Os protestos foram responsáveis pela derrubada ou morte de vários ditadores, como Zine El Abidini Ben Ali (Tunisia) e Muammar Kadhafi (Líbia).

Para conter uma insurgência contra seu regime, Bashar al-Assad investiu em uma forte repressão, e a escalada da violência arrastou o país para uma guerra que envolveu as maiores potências do mundo e contou com uso de armas químicas.

No início do conflito, os Estados Unidos teriam apoiado os rebeldes com recursos não militares. Mas anos depois, em coordenação com a França e Reino Unido, realizou ataques para tentar derrubar o regime de al-Assad.

Desde 2015, após um pedido formal de Bashar al-Assad, a Rússia ajuda o ditador a sustentar seu governo. Nesses 10 anos, a guerra já custou mais de 500 mil vidas, 11 milhões de refugiados, e uma crise humanitária e econômica catastrófica.

Em 2020, o Partido Baath, de Bashar al-Assad, saiu novamente vitorioso nas eleições parlamentares, em um processo bastante questionável.

Mesmo com a vitória, e tendo retomado militarmente o controle de boa parte do país, com a ajuda da Rússia e do Irã, Bashar Al Assad não tem mais a força que tinha.

Além disso, enfrenta grandes desafios para reerguer o país. Um exemplo é a lei Ceasar Act, aprovada pelos Estados Unidos para punir quem invista na Síria.

Nosso propósito é conectar as pessoas à informação de qualidade, para que elas tomem as melhores decisões para si e para o mundo.

Copyright © 2020 | Newspass