Vacinação

Para os perdidos

O medo das vacinas não é nada novo no Brasil. Ele já existia mesmo antes da conhecida Revolta da Vacina, de 1904. No século 19 o país viveu uma epidemia de varíola e, mesmo os governos oferendo a vacina gratuitamente aos súditos, muitos fugiam dos vacinadores.

Apesar da desconfiança da eficiência e segurança da vacina ser antiga, a comunidade médica acredita que o movimento antivacina teve um estopim em 1998. Foi neste ano que o médico britânico Andrew Wakefield publicou um estudo em uma respeitada revista científica, a Lancet, no qual relacionava a vacina tríplice viral – que previne contra a caxumba, o sarampo e a rubéola – ao autismo. Pouco tempo depois foi comprovado que o artigo era uma farsa. O médico estava envolvido com advogados que queriam lucrar a partir de processos contra fabricantes de vacinas. Além disso, ele utilizou dados falsos e alterou informações sobre os pacientes. Após a confirmação do caso, a Lancet se retratou e retirou o estudo de seus arquivos. Mesmo assim, o movimento antivacinas, considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das principais ameaças à saúde global, continua crescendo.

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