Vícios

Para os perdidos

É considerado vício o hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo à pessoa e aos que com ele convivem. Está fortemente relacionada a algo negativo, vergonhoso e socialmente reprimível. Mas há exceções, como o trabalho compulsivo, que é comumente aceito, mesmo sabendo-se que pode provocar estafa, exaustão e esgotamento físico e psíquico.

Segundo as Nações Unidas, anualmente mais de 200 mil pessoas morrem de overdose ou doenças associadas ao consumo de drogas. Quase 1 em cada 20 adultos do planeta é alcóolatra. Mais de 1 bilhão de pessoas fumam, sendo o tabaco um fator importante nas cinco principais causas de óbito: doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, infecções respiratórias, doença pulmonar obstrutiva crônica e câncer de pulmão. E ainda podemos citar outros vícios, como compulsão por alimentos, jogos, sexo, internet e compras.

O isolamento social necessário para combater a pandemia do novo coronavírus trouxe à tona a discussão sobre vícios, uma vez que tem se observado o aumento de hábitos compulsivos. Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, no período de 24 de abril a 8 de maio de 2020, aponta que 18% dos respondentes aumentaram o consumo de álcool durante a quarentena; 23% dos fumantes aumentaram cerca de dez cigarros por dia, enquanto 5% passaram a fumar mais de 20 cigarros por dia; e percentual de consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou 5%.

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