Gordofobia

Resumo

Quantas vezes você ouviu, ou até mesmo falou, frases como: “Você é tão bonita de rosto!”, “Mas você já pensou na sua saúde?”, “Você não é gorda, é fofinha.”, “Ele, com certeza, viu a beleza interior dela!”. Por mais inofensivas que elas possam parecer, essas frases são gordofóbicas. Ou seja, trata-se de preconceito, intolerância, exclusão, discriminação e/ou aversão a pessoas gordas. Um dos exemplos de gordofobia é o “body shaming”, prática de atacar alguém verbalmente por conta da forma física, muito comum nas redes sociais. Entre suas vítimas estão, por exemplo, a cantora Preta Gil, a dançarina Thais Carla e a atriz Cléo Pires.

Além de julgar as pessoas gordas por causa da sua forma física, a gordofobia também acaba negando direitos e acesso a este público. Ao impor padrões de tamanho para cadeiras, equipamentos médicos e roupas, por exemplo, um número enorme de pessoas é excluído. A gordofobia também dificulta a entrada no mercado de trabalho; gera transtornos alimentares, como anorexia, bulimia e compulsões; e provoca distúrbio de autoimagem, principalmente em crianças. É importante lembrar que ser gordo não é sinônimo de não ser saudável. Pesquisas mostram que magros sedentários podem ser menos saudáveis que gordos que praticam atividade física.

Gordofobia é diferente de pressão estética. Pressão estética é sofrido por pessoas com diferentes corpos, como modelos, apresentadoras de televisão, jogadores de futebol e qualquer pessoa julgada como estando fora de um certo “padrão” exigido. Já gordofobia só é sofrido por pessoas gordas, que além de perder direitos e acesso, muitas vezes são considerados doentes. Com autoestima, por exemplo, se vence a pressão estética, mas não se vence cadeiras pequenas e roupas com padronagens que não servem para as pessoas gordas.

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